⁠⁠D'Vino: Uma mudança de rota que rendeu bons rótulos

Uma mudança de cidade, novos planos profissionais e a decisão de transformar a hospitalidade em negócio. A trajetória dos proprietários do D'Vino mostra como o empreendedorismo também pode nascer de caminhos inesperados.

Salão do restaurante D'Vino com os proprietários, Valéria e Flávio.
Salão do restaurante D'Vino com os proprietários, Valéria e Flávio.

Nem todo negócio começa com um plano de expansão ou uma oportunidade identificada no mercado. Alguns surgem de mudanças pessoais, decisões profissionais e circunstâncias que acabam levando a caminhos diferentes dos inicialmente imaginados.

A história dos proprietários do D'Vino começou assim. Naturais de Recife, Valéria e Flávio chegaram a Roraima há 17 anos, inicialmente por uma oportunidade profissional. A distância, que poderia ser um obstáculo, acabou dando lugar a uma adaptação que mudou os planos da família.

“É um lugar que nos acolheu muito bem, onde nós criamos nossos filhos e que nos trouxe muita alegria”, conta Flávio.

A adaptação foi tão positiva que a mudança, inicialmente motivada por uma oportunidade profissional, acabou se tornando uma escolha de vida. Depois de anos, a família criou raízes no estado e não pensa mais em partir.

O empreendedorismo já fazia parte da trajetória do casal. Em Recife, eles mantinham três lojas de moda masculina e feminina em shopping centers. Mas a rotina empresarial, as mudanças na vida familiar e a chegada dos filhos trouxeram novos desafios e fizeram surgir a necessidade de buscar outros caminhos profissionais.

A mudança para Roraima também representou uma transformação na carreira de Flávio. Depois de dez anos atuando como advogado, ele decidiu buscar maior estabilidade profissional e prestou um concurso público. A aprovação trouxe uma decisão inesperada: escolher onde assumiria o cargo. Mesmo sem conhecer Roraima, optou pelo estado, uma escolha que acabaria transformando os planos de toda a família.

Fachada do D'Vino

Foi nesse contexto que começou a história do D'Vino.

Um negócio que nasceu da vontade de receber

A hospitalidade não apareceu como uma estratégia comercial definida em um planejamento. Ela já fazia parte da rotina dos proprietários.

Vinho sendo servido para um cliente.

A casa era frequentemente ponto de encontro para amigos, e essa característica acabou sendo levada para o restaurante. Durante a montagem do empreendimento, algumas dessas pessoas começaram a frequentar o espaço e se tornaram os primeiros clientes.

“A gente fala muito para os nossos clientes que aqui é a extensão da nossa casa. Temos um prazer imenso em receber.” Conta Valéria.

Com o passar do tempo, a relação ganhou novas dimensões. Os amigos se tornaram clientes, mas muitos clientes também passaram a fazer parte do círculo de amizades do casal.

Cliente fazendo um pedido através do cardápio impresso do D'Vino.
“Hoje em dia nós temos muitos clientes que se tornaram nossos amigos. Por isso nós fazemos questão de ir em cada mesa cumprimentá-los.”

Essa proximidade revela uma característica importante da gestão do negócio: a experiência do cliente não está limitada ao produto ou ao serviço oferecido. Ela também é construída pela maneira como as pessoas são recebidas e pela relação que se estabelece ao longo do tempo.

Quando a operação acompanha a experiência

Manter uma proposta de atendimento próximo exige uma operação capaz de acompanhar o ritmo do restaurante. Com o movimento diário, organizar pedidos, pagamentos e o trabalho da equipe se torna parte importante da experiência oferecida.

No D'Vino, a tecnologia também passou a integrar essa rotina. A parceria entre Pigz e Stone existe desde o primeiro dia de funcionamento do restaurante.

Sistema Pigz no computador utilizado pelos colaboradores do D'Vino.
“Para mim, a grande sacada é você ter uma integração. Essa união da Pigz com a Stone realmente é algo que otimiza o nosso atendimento”, explica Valéria.

Com cardápio e caixa disponíveis para os atendentes, diferentes etapas do serviço acontecem de maneira integrada.

Maquininha Stone sendo manuseada por um colaborador do D'Vino.
“Cada atendente nosso, ele tem um cardápio na mão, ele tem um caixa na mão. Ele atende, ele vende, ele recebe.”

A mudança é percebida na dinâmica de trabalho e na agilidade do atendimento. É um exemplo de como a tecnologia pode contribuir para organizar os bastidores sem interferir na identidade que o negócio deseja transmitir ao público.

O que sustenta uma trajetória empreendedora

Adega de vinhos do D'Vino.

Ao olhar para a própria história, os proprietários apontam dois elementos que consideram fundamentais: fazer o que se acredita e manter o compromisso com a qualidade do trabalho.

“Eu acho que o amor fala mais alto. Se você tem amor por algo que queira muito fazer, faça! Porque o amor move, anima e ajuda a construir o que você quer”, afirma Valéria.

Na visão de Flávio, existe também um componente prático que acompanha qualquer iniciativa empreendedora: fazer bem aquilo que se escolheu realizar.

Vinho sendo servido para clientes.
“Quer fazer alguma coisa? Faça o melhor possível. Faça aquilo em que você acredita, aquilo com que você sonha. Se o teu sonho for bom, faça o melhor possível e vai dar certo.”

A trajetória do D'Vino reúne mudanças de planos, experiência empresarial, adaptação e decisões que foram dando forma a um novo negócio. Uma história que começou com uma mudança de cidade e encontrou em Roraima espaço para construir novas raízes.

Clientes conversando com um atendente do D'Vino.

Para a Pigz, histórias como essa também ajudam a compreender o papel da tecnologia no setor de alimentação: não basta oferecer ferramentas para vender e receber. É preciso contribuir para uma operação mais organizada, que acompanhe as necessidades reais de quem empreende e permita que o negócio mantenha aquilo que o torna único.