Canto do Açaí: Da Dupla Jornada à Expansão de um Sonho

Por volta das seis da manhã, Osmarina já estava de pé. Depois de uma jornada inteira como gestora educacional, ela ainda tinha um segundo expediente pela frente: seguir para o Canto do Açaí, negócio que havia acabado de abrir ao lado do marido, Julião.

Canto do Açaí: Da Dupla Jornada à Expansão de um Sonho
Fachada do Canto do Açaí com a proprietária.

O casal chegava à loja no fim da tarde e permanecia ali até a meia-noite, quando fechava as portas. 

"Eu saía de casa bem cedo pra ir pro meu antigo trabalho, ficava lá até às dezoito por aí, vinha pro Canto do Açaí, ficava até meia-noite, porque a gente que fechava a loja. E aí, no outro dia, seis, seis e meia já tinha que ir pro outro trabalho.”

Durante um período, essa foi a rotina deles: dois trabalhos, poucas horas de descanso e a responsabilidade de fazer um novo negócio dar certo.

O Canto do Açaí não nasceu de um grande plano. Nasceu de uma necessidade. Depois de cinco anos de casamento, Osmarina e Julião começaram a pensar em uma forma de ter uma renda mais constante. Ela era gestora de uma creche; ele trabalhava para o governo. Os serviços que prestavam, muitas vezes, eram pagos somente depois de meses.

Açaí do Canto do Açaí apresentado.

Foi então que surgiu a ideia de investir em algo que pudesse gerar receita todos os dias. Julião já tinha vontade de empreender. Osmarina, por outro lado, vinha de uma trajetória na educação, como professora, pedagoga e gestora. A oportunidade apareceu quase por acaso, enquanto os dois consumiam açaí. Ela já gostava do produto. Ele, nem tanto. Mas foi justamente Julião quem percebeu algo além do sabor: o movimento de pessoas consumindo açaí e a possibilidade de transformar aquela demanda em um negócio.

“Julião sempre teve essa vontade. Eu era gestora educacional, trabalhei como pedagoga, fui professora, então minha parte sempre foi mais ali quietinha. Ele sempre teve as maiores ideias, ele sempre teve esses sonhos”, conta Osmarina.

Ao observar o movimento, Julião enxergou uma oportunidade. O que começou sem grandes pretensões logo ganhou forma. No início, eram apenas Osmarina, Julião e mais uma pessoa trabalhando na operação. Em apenas três dias, foi necessário contratar mais um funcionário.

Quando crescer exige mudar

O esforço foi acompanhado por um crescimento que surpreendeu até o próprio casal. Em apenas um ano, a estrutura que havia sido montada para o início da operação já não era suficiente para atender à nova realidade do negócio.

“A gente foi ganhando muito peso, muito reconhecimento, muito rápido. Então, em um ano, a nossa estrutura já não servia. A gente já teve que dar uma ampliada.”
Osmarina segurando um copo de açaí montado do Canto do Açaí.

Com o aumento da demanda, vieram também novos desafios. Crescer significava não apenas vender mais, mas encontrar maneiras de administrar melhor os pedidos, os pagamentos e toda a operação que acontecia por trás de cada venda. Foi nesse momento que a tecnologia passou a ter um papel importante na rotina do Canto do Açaí.

Para Osmarina, a agilidade das ferramentas Pigz e Stone e a possibilidade de resolver diferentes situações diretamente pelo aplicativo fizeram diferença no dia a dia da operação.

Sistema Pigz de autoatendimento e maquininha Stone.
“A gestão é a questão de rapidez. Ela é bem ágil mesmo, os motoboys amam. A facilidade de controle também é muito boa, porque eu consigo resolver tudo por aplicativo. Não preciso estar na frente de um computador pra fazer um cancelamento, fazer um estorno. Pelo aplicativo você consegue tudo.”

Além da praticidade, o suporte também se tornou um dos pontos destacados por Osmarina.

“Suporte, então, nem se fala. É um dos mais rápidos que a gente está tendo mesmo.”

A parceria com a Pigz também abriu mais um caminho para as vendas do Canto do Açaí. Com a chegada da plataforma, o negócio passou a contar com um novo canal para receber pedidos, e, segundo Osmarina, esse canal vem crescendo ao longo do tempo.

Sistema Pigz no computador utilizado pelos colaboradores da açaiteria.
“Quando surgiu o Pigz, o Laercio nos procurou, a gente fechou essa parceria e tem sido um canal de venda que vem crescendo bastante.”

Crescer também é saber ouvir

Por trás do crescimento do Canto do Açaí, o casal identifica outro aprendizado importante: saber ouvir.

Para Osmarina, as dificuldades fazem parte da construção de qualquer negócio. O desafio está em entender o que cada situação pode ensinar e separar uma crítica que ajuda a crescer de uma opinião que não acrescenta.

“Quando aparecer a dificuldade, você não pode desanimar. Aquela dificuldade vai te fazer crescer. Você pode tirar o lado bom dela.”
Açaí do Canto do Açaí apresentado.

Essa disposição para ouvir também significa reconhecer que sempre existe espaço para melhorar.

“Você tem que parar e escutar. Porque você nunca está perfeito. Você acha que está. E aí vem uma pessoa te dar uma ideia, te dar uma dica, e você vai tentando ajustar.”

Para Osmarina, o crescimento passa justamente por essa capacidade de observar, perguntar e estar aberto às mudanças. Ela também aprendeu que nem toda opinião precisa ser absorvida da mesma maneira. É preciso filtrar.

Porta de entrada do Canto do Açaí com a proprietária.
“Tem pessoas que vão vir só pra te criticar porque não querem que você cresça, e tem pessoas que vão falar pra você poder crescer. Então, você precisa sempre filtrar, passar a peneira.”

Essa postura ajuda a explicar uma parte importante da trajetória do casal. O Canto do Açaí não cresceu apenas porque encontrou um mercado. Cresceu porque, ao longo do caminho, eles também foram aprendendo a ajustar o negócio às necessidades que surgiam.